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Livro sobre proteção patrimonial feminina é lançado em Belo Horizonte e destaca combate a violência silenciosa

23 de ago.
2 min de leitura

Membro da ALHGIM, doutora Camini assevera que o combate à violência patrimonial garante autonomia  e dignidade às mulheres
Membro da ALHGIM, doutora Camini assevera que o combate à violência patrimonial garante autonomia e dignidade às mulheres

A noite de 25 de abril foi marcada por um evento simbólico e de forte impacto social no Salão Nobre da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

A advogada Elisa Camini lançou a obra “Blindagem Patrimonial Feminina”, que propõe reflexões e soluções jurídicas para enfrentar a violência patrimonial contra mulheres.

O evento reuniu convidados, autoridades e representantes da sociedade civil em uma celebração que foi além do lançamento literário, transformando-se em um espaço de debate sobre direitos, autonomia e dignidade feminina.




Durante seu discurso, a autora destacou que a violência patrimonial é uma das formas mais silenciosas e menos compreendidas de violação dos direitos das mulheres.

Segundo ela, trata-se de uma prática que não deixa marcas físicas, mas impacta profundamente a liberdade e a independência das vítimas. “Elas se manifestam por meio do controle, da retenção ou até da destruição de bens e recursos, muitas vezes dentro de relações afetivas, familiares ou profissionais”, afirmou.


A advogada explicou que a obra nasceu a partir de experiências reais vivenciadas em atendimentos jurídicos, com relatos marcados por sofrimento frequentemente invisibilizado. Mais do que um livro técnico, “Blindagem Patrimonial Feminina” é apresentado como um instrumento de conscientização e enfrentamento.


A autora propõe caminhos práticos, com fundamentos e estratégias jurídicas voltadas à prevenção e ao combate desse tipo de violência, reforçando o papel do Direito como ferramenta de transformação social.


Eliza Camini também ressaltou que proteger o patrimônio é, para muitas mulheres, uma forma direta de preservar sua liberdade e dignidade. “Não se trata apenas de bens materiais, mas da autonomia e da capacidade de decidir sobre a própria vida”, pontuou.


O lançamento foi encerrado com uma sessão de autógrafos, reunindo participantes interessados na obra e no tema. A expectativa é que o livro contribua para ampliar o debate público sobre a violência patrimonial e fortaleça mecanismos de proteção jurídica às mulheres.


A iniciativa reforça a importância de discutir formas menos visíveis de violência de gênero, ampliando a conscientização e incentivando mudanças tanto no campo jurídico quanto na sociedade.

 
 
 

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